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E-mails vazados sugerem que o ataque à Sony Pictures começou no Brasil!


invasão à Sony Pictures Entertainment ocorrida algumas semanas atrás (e que ainda ecoa) não foi a primeiro a acontecer. A Gawker recebeu e-mails vazados de fevereiro deste ano em que executivos do estúdio alertam e debatem sobre outra invasão, ocorrida no Brasil.
Em dois e-mails da vice-presidente de assuntos jurídicos, Courtney Schaberg, de 12 de fevereiro, ela alerta colegas sobre uma invasão ocorrida através de duas contas corporativas externas via uma parte não autorizada e que poderia ter sido usada para instalar um malware. O mais curioso? Nessa invasão, arquivos corporativos do Brasil foram obtidos.
Esses arquivos estavam em uma rede corporativa da Sony Pictures chamada SpiritWORLD. De acordo com uma descrição encontrada no LinkedIn, ela é usada pelo estúdio no mundo inteiro para transferir arquivos entre 23 países, de relatórios de desempenho a materiais de divulgação, dados fiscais e outras informações. Isso talvez explique a grande quantidade de documentos sobre o Brasil e escritos em português, encontrados junto a outros do mercado norte-americano nos labirintos de pastas desse último grande vazamento.
Arquivos brasileiros
Na época, a Sony Pictures optou por não divulgar a invasão, já que a legislação brasileira não obriga que casos do tipo sejam comunicados. Schaberg escreveu explicitamente essa orientação, dizendo que “Eu recomendo não oferecer qualquer notificação aos indivíduos [afetados pelo vazamento] dado a) a falta da exigência de notificação; b) os campos de dados limitados envolvidos; e c) o fato de que a notificação provavelmente não teria muito efeito em termos de mitigar os danos potenciais.”
A história coloca mais dúvidas sobre o suposto envolvimento norte-coreano no último e maior ataque. O roteiro do filme A Entrevista, apontado por alguns como motivador da investida virtualde Kin Jong Un, só foi revelado em junho, meses depois da invasão à subsidiária brasileira da Sony Pictures. Não dá para saber, também, se os Guardiões da Paz, grupo hacker que assumiu a última invasão, foi responsável por essa primeira também.
A única certeza é que a segurança interna da Sony Pictures já havia sido violada e fizeram pouco caso disso, não alertando funcionários afetados, nem a mídia, e pior, aparentemente não tomando medidas para evitar que o problema se repetisse.
Fonte: Uol Tecnologia
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Sobre: Antonio Junior

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